sexta-feira, 2 de fevereiro de 2018

O ADVOGADO LUÍS GAMA foi declarado "Patrono da Abolição da Escravidão do Brasil". O feito deu-se através da recente Lei 13.629 de 16 de janeiro de 2018, sancionada pelo presidente Michel Temer.

O ADVOGADO LUÍS GAMA, foi declarado "Patrono da Abolição da Escravidão do Brasil". O feito deu-se através da recente Lei 13.629 de 16 de janeiro de 2018, sancionada pelo presidente Michel Temer.

            Luís Gonzaga Pinto da Gama nasceu em Salvador aos 21/06/1830 e faleceu em São Paulo aos 24/08/1882. Cento e trinta e três anos depois do seu falecimento, mais precisamente no dia 3 de novembro de 2015 a OAB – Ordem dos Advogados do Brasil – seção São Paulo, outorgou-lhe o título de "advogado" já que, por não ser formado, atuara como rábula ou provisionado nos meios jurídicos.

            Filho de mãe negra livre e pai branco, fora feito escravo por ter sido vendido por Luís Cândido Quintela, amigo intimo de seu pai, ao capitão do Patacho, um barco a vela de 2 mastros; contava nessa época com a idade de 10 anos. Foi conduzido à São Paulo para ser vendido como escravo mas, como era baiano foi rejeitado porque sua origem tinha fama de ser insubordinada, assim, foi entregue então a um comerciante. Era analfabeto e esta condição perdurou até os seus 17 anos.  Após longo período de sofrimentos e vicissitudes aos quais vencera corajosamente, arregimentou e conseguiu por vias judiciais a própria liberdade. 

           Luis Gama fora um menino livre e depois escravo, mas tornou-se homem livre, liberto do analfabetismo envolveu-se com a parte culta da sociedade. Atuou em diversas profissões e escalou várias posições sociais: escravo do lar, soldado, ordenança, copista, secretário, tipógrafo, jornalista e advogado além de autoridade reconhecida em seu meio. Na área jurídica passou a atuar na advocacia em favor dos escravos; aos 29 anos, consagrou-se como autor respeitável e tido como "o maior abolicionista do Brasil" foi legitimado pela Lei nº 13.629, de 16 de janeiro de 2018.
              
                  Pastor Renato Moura
“Pois tudo o que foi escrito no passado, foi escrito para nos ensinar, de forma que, por meio da perseverança e do bom ânimo procedentes das Escrituras, mantenhamos a nossa esperança” (Romanos 15.4).

sábado, 20 de janeiro de 2018

UNÇÃO SAGRADA - PODE O ELEMENTO ÓLEO SER SUBSTITUIDO POR ÁGUA? Resposta à questão lançada pelo irmão Marcos Roberto no artigo “Consagração ao Santo Ministério”.


Prezado irmão Marcos Roberto! 


Este assunto, à primeira vista parece bem fácil de se indicar uma solução: “Sim ou não”. No entanto, por tratar-se de resposta com embasamento bíblico é preciso cautela e emprego da devida atenção.

No Antigo Testamento havia pelo menos três tipos de unção com óleo:

1) Unção comum: com azeite perfumado, como atitude de respeito, aplicada àqueles que chegavam em visita. Quando a aldeia ou a família se encontrava enlutada tal cerimônia era suspensa. E no caso a própria pessoa falecida recebia a unção aromática conforme vê-se em Mc 14.8; 16.1; esta reverência era feita como preparação para o sepultamento.

2) Unção medicinal: neste caso às vezes usavam água, o que dá a entender que era também uma ação profilática. Entretanto, os registros indicam que na maioria dos casos os antigos utilizavam o azeite. Alguns interpretes entendem que o azeite em si, tinha ação emoliente e por isso tornava as feridas amolecidas, hidratadas e suavizadas (Is 1.6; Lc 10.34).  Entretanto a unção de cura aplicada pelos servos de Deus, NÃO corresponde à terapêutica medicinal, mas sim a de uma ordenança, um ritual de fé e obediência a Deus. E era dessa maneira que os discípulos do Senhor Jesus Cristo aplicavam a unção com azeite (Mc 6.13; Tg 5.14).


3) Unção Sagrada: lembrando que o termo “sagrado” evoca a pessoa que se anula em sua individualidade e vive constantemente em contato com o Divino, o Transcendente, (que nós cristãos preferimos chamar de DEUS). Referia-se ainda aos arredores do templo como local sagrado. Este tipo de unção tinha o propósito de dedicar uma peça ou apetrechos de uso nas cerimônias religiosas (Ex 30.22-29). Assim, vê-se em Gn 28.18, que o próprio patriarca Jacó ungiu com azeite a pedra que utilizara como seu travesseiro em Betel, após a sua experiência de identificação daquele lugar como casa de Deus e da porta dos céus. Neste tipo de unção com óleo (leia-se azeite) encontramos como já discorremos no artigo “Consagração ao SantoMinistério”, aquela aplicada aos “Reis” (l Sm 9.16; 10.1; 16.1,12,13; 2Sm 2.7; I Rs. 1.34; 19.16); Aos profetas (I Rs 19:16; I Cr. 16.22); Aos sacerdotes: (Ex. 28.41; 29.7; Lv. 8.12,30).
Acreditamos que tais tipos de unção com óleo, apontavam para o texto de Atos 10.38 que diz: “Como Deus ungiu a Jesus de Nazaré com o Espírito Santo e com virtude; o qual andou fazendo bem, e curando a todos os oprimidos do diabo, porque Deus era com Ele”.

UNÇÃO COM ÁGUA: a água tem importância vital para a vida, em se tratando às suas mais diversas espécies; a água é indispensável para viver. Encontramos algumas citações de cunho eminentemente espiritual na Bíblia: quando o profeta Ezequiel teve a visão de “um rio divinal”, este corria por debaixo do templo Ez 47.1,2. Alguns acreditam que a ênfase da água correndo por baixo do templo, indica a limpeza espiritual que o local de adoração deve proporcionar aos que nele adentrarem ou circularem pelos seus átrios.

Já no Novo Testamento encontramos o próprio Senhor Jesus relacionando a água como limpeza interior evidenciando o processo do poder vital que dela emana: “Disse Jesus: Quem crê em mim, como diz a Escritura, rios de água viva correrão do seu ventre” (João 7.38).     

Embora seja indiscutível a eficácia da água como elemento vital a todo o ser vivente e alegoricamente como nos casos bíblicos relatados e outros, pode-se utilizar deste relacionamento para apontar para a manifestação do poder espiritual em Deus, “NÃO” encontrei menção bíblica para unção sagrada com água para unção de reis, profetas ou sacerdotes, nem mesmo para unção de cura. A passagem que mais se aproxima disso é aquele que se refere ao general sírio Naamã, que foi instado a banhar-se 7 vezes no rio Jordão para ser curado de lepra, e logo após o comandante humilhar-se até o último banho, a cura maravilhosamente ocorreu tendo a sua pele renovada como a pele de um menino (2 Reis 5.1-14). Mas, não localizei nem um dos patriarcas, nem Moises, nem Josué, nem um dos profetas ou servos do Antigo Testamento, nem os apóstolos primitivos, nem mesmo o Senhor Jesus, utilizou o elemento água para efetivar uma unção para ungir reis, profetas, sacerdotes, discípulos, apóstolos, nem, tampouco, um simples servo.

Precisamos, entretanto, considerar que a Bíblia mostra o apóstolo Paulo ensinando: “A letra mata, mas o espírito vivifica” (2Co 3.6b). Lembre-se que a maioria dos eruditos interpretam que quando Paulo disse “letra”, referiu-se a letra da lei mosaica, que trazia condenação de morte aos desobedientes. E quando disse, o espírito vivifica, referiu-se ao Espírito de Deus. Ocorre que alguns dizem que espírito, em algumas traduções em nossas bíblias, aparece em letra minúscula, por isso Paulo estaria apontando algum princípio espiritual. No entanto, a palavra grega que se traduz como espírito é “pneuma” que nunca aparece com letra maiúscula, nem mesmo quando se refere a Deus, o que em nosso estudo não faria diferença alguma, já que aquele que é guiado pelo Espírito Santo fala aquilo que Deus quer, diríamos até que este é o porta voz Dele!

Não estou mudando de assunto, apenas estou narrando um fato para ilustrar o tema em estudo: certa ocasião chegou em nossa igreja um missionário que mantinha um campo avançado no interior da África. Contou-nos aquele homem de Deus, que muitas vezes em cultos de Santa Ceia eles utilizaram em lugar do pão, mandioca, ou como dizem os nordestinos brasileiros macaxeira, ou aipim para os sulistas, mas é a mesma raiz. E, em lugar do vinho tinto ou suco de uva, distribuíam ao povo caldo de cana. Mas, liam o texto sagrado: "Examine-se, pois, o homem a si mesmo, e assim coma deste pão e beba deste cálice (I Coríntios 11.28). E Deus os justificava, alegrava e envolvia do mesmo jeito que nos alegramos quando participa,os da Ceia do Senhor com pão simbolizando Sua carne e suco de uva simbolizando Seu sangue. Naqueles lugares longínquos não havia pão, não havia suco de uva de forma alguma! Então os cristãos cumpriam a ordenança da Ceia do Senhor, com o que eles tinham: a fé em Nosso Senhor e Salvador Jesus!  
            Quero dizer então que, embora não haja na Bíblia unção com água, para unção de consagração de obreiros ou unção para cura divina, se houver extrema necessidade, que se mude os elementos, mas que nunca se mude a essência da fé no Senhor Jesus! Não se pode mudar os marcos antigos conforme a vontade ou criatividade de quem quer que seja.  Além disso, no livro de Provérbios encontramos a assertiva de Salomão: “Não removas os marcos antigos que puseram teus pais” (Pv 22.28). Porque se formos mudando os limites preestabelecidos, daqui a pouco estaremos pregando doutrinas tão distante das determinações bíblicas originais que se parecerá, ou melhor dizendo, será de fato um outro evangelho. Neste sentido o mesmo apóstolo Paulo nos admoestou: "Mas, ainda que nós mesmos ou um anjo do céu vos anuncie outro evangelho além do que já vos tenho anunciado, seja anátema (Gálatas 1.8) Esclarecendo que a palavra anátema provém do termo grego “Anáthema” que se traduz como coisa posta de lado; refere-se também a oferendas colocadas aos pés de uma deidade, tais frutas, animais, depois armas e estátuas. Diz-se anátema igual à maldição! 
Neste sentido convém que nos lembremos que haverá um dia da separação entre os que serviram a Deus fielmente e os que não serviram. Então dirá o Rei aos que estiverem à sua direita: “Vinde, benditos de meu Pai, possuí por herança o reino que vos está preparado desde a fundação do mundo” (Mateus 25.34). Note que o Senhor Jesus entregará a herança não aos malditos e sim aos benditos!

                                                    
                                                     Pastor Renato Moura


quinta-feira, 13 de abril de 2017

EIS O CORDEIRO DE DEUS - Da época de Moisés, aproximadamente 1.200 anos se passaram e... O povo que andava nas trevas viu uma grande luz; sobre os que habitavam na terra da sombra da morte resplandeceu a luz (Isaías 9.2, Mateus 4.16). O que era, ou quem era aquela luz? Tem certas perguntas que é preciso fazer a leitura dos textos sagrados para, então, obter-se uma direção. Assim, lendo o que escreveu Lucas 12 séculos depois, encontramos os pastores em Belém cuidando dos seus rebanhos naquela noite abençoada. Dá até para ouvir o crepitar da fogueira ...

A festa da Páscoa/hebraico “Pêssarr”, significa  passar por cima ou passar por alto. Na Bíblia Sagrada tal festa veio como determinação à lembrança da passagem de Deus no Egito para libertar Israel da escravidão. O povo deveria comer a carne do cordeiro do sacrifício com pães ázimos (sem fermento) matzo (em ídiche), matzá (em hebraico), e preparados para partir em viagem, com os lombos cingidos (vestidos) com os pés calçados, com o cajado na mão e apressados para saírem (Êxodo, 12; Dt 16.1-4). Já havia a uma festa tradicional quando começava a primavera, no primeiro mês da colheita da cevada e houve uma adaptação para a celebração da Páscoa.
Da época de Moisés, aproximadamente 1.200 anos se passaram e... O povo que andava nas trevas viu uma grande luz; sobre os que habitavam na terra da sombra da morte resplandeceu a luz (Isaías 9.2, Mateus 4.16).  O que era, ou quem era aquela luz? Tem certas perguntas que é preciso fazer a leitura dos textos sagrados para, então, obter-se uma direção. Assim, lendo o que escreveu Lucas 12 séculos depois, encontramos os pastores em Belém cuidando dos seus rebanhos naquela noite abençoada. Dá até para ouvir o crepitar da fogueira onde alguns homens aquentavam-se à volta, e o balido das ovelhas, na noite clara dos campos belemitas.  E eis que o anjo do Senhor veio sobre eles, e a glória do Senhor os cercou de resplendor, e tiveram grande temor. E o anjo lhes disse: Não temais, porque eis aqui vos trago novas de grande alegria, que será para todo o povo: Pois, na cidade de Davi, vos nasceu hoje o Salvador, que é Cristo, o Senhor (Lucas 2. 9-11).
Mais tarde vê-se o Apóstolo Pedro confirmando a símbologia das trevas, com o pecado e este com a desobediência ao sagrado. E afirmou ainda que, todos os que se aproximam de Deus, saem das trevas e permitem que luz brilhe em seus corações; estes passam a fazer parte de uma nação santificada por Cristo. Vós sois geração eleita, sacerdócio real, nação santa, povo de propriedade exclusiva de Deus, cujo propósito é proclamar as grandezas daquele que vos convocou das trevas para sua maravilhosa luz (I Pedro 2.9). 
Jesus advertiu seus discípulos a que tivessem cuidado com o fermento dos fariseus e dos saduceus (dois partidos religiosos). Num primeiro momento os discípulos, julgaram que o Mestre estava se referindo ao pão que eles haviam esquecido de trazer. Mas, Jesus esclareceu que Ele se referia às doutrinas equivocadas daqueles dois grupos, elas aumentavam como a massa quando está fermentando, mas que, por outro lado, não tem consistência (Mateus 16,5-12). E nós, podemos entender que o fermento das “pseudodoutrinas” podem até mostrarem-se atraentes, contudo, estão inchadas de interesses escusos, de projeção pessoal vaidosa em detrimento dos outros, de avareza, mesquinhez, da desconsideração às virtudes, elevação do mundanismo, desagregação da comunidade cristã, aniquilamento dos bens morais tão defendidos por Cristo e por seus mais influentes seguidores. O pão ázimo “matzo” (em ídiche) “matzá” (em hebraico) nos fala da simplicidade, da facilidade com que é ajustado. Mas, fala também da pureza, da santidade/separação, da firmeza espiritual. O pão ázimo era partido e repartido entre os irmãos, o que nos dá a ideia de comunhão, de congraçamento que é o mesmo que conciliar-se, reconciliar-se; fala de amizade, união, reunião, fala de igreja, fala de amor!  
A doutrina cristã está alicerçada nos ensinamentos de Jesus Cristo: Eu sou o pão vivo que desceu do céu; se alguém comer deste pão, viverá para sempre; e o pão que eu der é a minha carne, que eu darei pela vida do mundo” (João 6.51). É maravilhoso perceber as correlações nas Suas frases. Muitas das afirmativas do Mestre dos mestres são possíveis entendermos de pronto, entretanto outras passagens só com o passar do tempo, quando permitimos que a luz adentre em nossas vidas, é que podemos distinguir os elos de ligação entre uma palavra textual e outra.
João Batista no rio Jordão, ao ver Jesus se aproximando disse: Eis o Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo (João 1.29).

Jesus sabia, de antemão, qual seria o transcurso da sua vida, reiteradas vezes Ele confirmou isto! Ele não foi pego de surpresa! E para resgatar-nos de nossa vã maneira de viver Ele foi até o fim. Jesus lavou os pés dos seus discípulos! Ensinou-nos a perdoar! “Quantas vezes Senhor, sete vezes?” “Setenta vezes sete!”. “Se alguém te obrigar a caminhar uma milha, vai com ele duas”. O Mestre nos deu muitas lições de vida para esta vida, e insistiu para alcançarmos não a morte eterna, mas, a vida para a outra vida, que é a eterna! (Marcos 10.29,30; Lucas 28,29,30; João 3.16; João 6.27; I João 2.25; Judas 1.21).
Jesus disse: Porque o Filho do homem também não veio para ser servido, mas para servir e dar a sua vida em resgate de muitos (Marcos 10.45); Ninguém tem maior amor do que este, de dar alguém a sua vida pelos seus amigos (João 15.13).
Paulo, o apóstolo dos gentios, nos deixou muitos legados, mas dentre eles existem três pelos quais o ser humano pode avançar de fé em fé, ou seja, de uma experiência de vida à outra, sejam elas materiais, físicas ou espirituais, as três juntas ou separadamente:
1- Porque primeiramente vos entreguei o que também recebi: que Cristo morreu por nossos pecados, segundo as Escrituras  (I Coríntios 15.3);
2- Também por nós, a quem será tomado em conta, os que cremos naquele que dentre os mortos ressuscitou a Jesus nosso Senhor; o qual por nossos pecados foi entregue, e ressuscitou para nossa justificação (Romanos 4.24,15);
3- Limpai-vos, pois, do fermento velho, para que sejais uma nova massa, assim como estais sem fermento. Porque Cristo, nossa páscoa, foi sacrificado por nós (I Cor 5.7).
Feliz Pêssarr” Feliz Passagem para esta vida mesmo (mudança de vida)! Ou para a outra vida (a eterna)!  
Feliz Páscoa!

Abril de 2017 - Pastor Renato Moura

quinta-feira, 15 de dezembro de 2016

MEU BLOG ALCANÇOU MAIS DE 580 MIL VISITAS. Muito Obrigado! Que Deus abençoe a sua vida hoje e sempre!



          Sinceramente! Quando criei o blog Água para Beber – Pão para Comer, não imaginei que chegaria a tanto... Hoje (16/12/2016) alcancei mais de 580 mil visitas! É claro que para os “experts” este número não é significativo, mas para quem não tem tanta vivência nestas paragens, é um número bem expressivo.

Além disso, o objetivo destas publicações é, acima de tudo, glorificar o Nome de Nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo. Por isso, em qualquer artigo publicado, seja ele sobre qualquer assunto, eu sempre me permito colocar algo que leve o(a) amado(a) leitor(a) a enfocar um pouco sobre os benefícios com os quais Cristo tem agraciado a humanidade, em especial aos que se submetem ao Seu amor divinal. Dessa maneira, acredito que tenho atingido o objetivo.

Para este trabalho humilde, com parcos recursos e técnica limitada, o índice de visitas que já tem auferido supera em muito as expectativas deste articulista. Confesso que não foi sem esforço, carinho e dedicação. Sim! E não faltou vontade, faltou capacidade... Mas aquilo que falta em mim, sobeja no meu Senhor, e como Ele é misericordioso tem me conferido cotidianamente da Sua graça!

E é assim que eu venho agradecer, primeiramente ao Senhor Deus que tem me sustentado, e, seguidamente a você, que as páginas deste blog tem visitado. Receba neste momento a minha gratidão. E lhe digo que a minha oração é dirigida Deus em súplica, para que Ele confira a você e à sua família bênçãos sem medida, todos os dias! Amém?

Muito Obrigado!

Pastor Renato Moura  

Porque Deus enviou o seu Filho ao mundo, não para que condenasse o mundo, mas para que o mundo fosse salvo por ele (João 3.17).

sábado, 29 de outubro de 2016

Anhanguera - AVA - D. Constitucional - Seçao 4 - Agravo de Instrumento C/C Suspensão de Liminar para combater determinação de decisão interlocutória de 1ª instância, a qual deferiu o pagamento de multa diária no valor de R$ 300.000,00 (trezentos mil reais) em "Ação Civil Pública". A ocorrência “didática fictícia” aborda dano ambiental e outros ocasionados por "rompimento de barragem” por rejeitos de mineradora. Trabalho acadêmico com partes, endereçamento e fatos "hipotéticos", com objetivo único e exclusivo de cognição didática.

E os peixes, que estavam no rio, morreram, e o rio cheirou mal, e os egípcios não podiam beber a água do rio...  (Êxodo 7.21)

Aprendei a fazer bem; procurai o que é justo; ajudai o oprimido; fazei justiça ao órfão; tratai da causa das viúvas (Isaías 1.17)

Qualquer estudante ou operador do DIREITO que se preze, não pode olvidar o grande legislador Moisés. Os preceitos inseridos nas normas promulgadas por Deus e divulgadas por ele, são de extrema relevância. A maioria delas confirmam-se atuais e eficazes até hoje, produzindo benesses a todos os povos do mundo. São inúmeros os países que abordam em suas "Constituições", pelo menos em parte, os conceitos mosaicos. Embora alguns neguem, a simples observância dos conteúdos de tais "cartas normativas nacionais", atestam por paralelismo a veracidade desta realidade. O hábil profeta legislou sobre o direito civil, direito ambiental, leis sanitárias, direito tributário, direito militar, direito constitucional e outros. Obviamente os títulos não são similares, mas vão muito mais além destes, pois apresentam as mesmas perspectivas entre as mais honradas nesta contemporaneidade; transcendem a esfera terrestre tanto no tempo, quanto no espaço. 
          Na sua concepção, Moisés normatizou a coercitividade e a punição como barreiras para coibir as inclinações humanas desregradas, e sabemos pela Bíblia que, com a aplicação destes parâmetros, somatizado com inexplicáveis efeitos miraculosos, ele conseguiu espetacular e incontestável êxito. Entretanto, sempre indicou algo superior e muito mais eficaz adiante... 
        Avançando mais na linha temporal, encontramos um outro legislador, este muito mais humano, embora sendo Deus; sem desfazer o que fora proposto, inaugurou outro princípio, este mais sublime porque apresentou-se pela entrega da sua vida em holocausto. Vê-se então, a manifestação de um "novo código" embasado, fundamentado e solidificado em um preceito maior. Este foi e é o  amor de JESUS CRISTO, apto para perdoar e salvar os pecadores, dos quais (no dizer do apóstolo Paulo), eu sou o principal (ITm 1.15).

Abaixo o  trabalho acadêmico propriamente dito. 
Se você desejar copiá-lo, isto pode ser feito página à página por aqui mesmo. 
Se quiser fazê-lo de uma só vez, vá ao site indicado Scribd e fique à vontade.
Que Deus nos abençoe grandemente!
Renato Moura.


sábado, 8 de outubro de 2016

MINHA CONFISSÃO - Poesia Evangélica: "De vez em quando, Desnudo a vida. Quando a chuva desliza, Descendo a subida. E o agudo espasmo machuca, No sopro da telha que geme. Batendo a janela que escuta, No vidro escorrido que treme..."



MINHA CONFISSÃO
                                     Renato Moura

De vez em quando,
Desnudo a vida.
Quando a chuva desliza,
Descendo a subida.

E o agudo espasmo machuca,
No sopro da telha que geme.
Batendo a janela que escuta,
No vidro escorrido que treme.

Por que se desfaz a desdita,
Em copioso pranto por mim?
Não fora eu a lamúria
Do infausto terrível no fim?

Ou foi a insônia sombria,
Daquela dura cama cinzenta
Que faz as noites mais frias,
Faltar-me o véu que acalenta?

Resigno-me pela manhã,
Ante a profusa luz que brilha.
Quando eu voltar, voltarei no afã,
De palmilhar de vez nova trilha.

Disse Jesus: Eu sou o caminho, e a verdade e a vida;
ninguém vem ao Pai senão por mim (Jo 14.6)

© R. Moura – Publicação livre – se indicado o autor.

sexta-feira, 29 de julho de 2016

MODELO PARA CELEBRAÇÃO DE CASAMENTO RELIGIOSO EVANGÉLICO - Estamos aqui neste templo de Deus, que é um lugar também chamado e reconhecido como “Casa de Oração”, na presença destas testemunhas e da igreja, enquanto povo de Deus; representando de um lado a sociedade...

Quero deixar claro aos irmãos pastores e oficiais da igreja que este é apenas um exemplo para o ritual. As adaptações que forem cabíveis podem ser incluídas. Como exemplo há o caso da inclusão de números musicais.
Entretanto, convém lembrar que deve-se ter cautela para não estender a cerimônia em demasia, porque seria cansativo e desnecessário. E, além disso, acarretaria prejuízo à compreensão da cerimônia propriamente dita.

INÍCIO DO CASAMENTO
1. A IGREJA EM PÉ – Estamos aqui neste templo de Deus, que é um lugar também chamado e reconhecido como “Casa de Oração”, na presença destas testemunhas e da igreja, enquanto povo de Deus; representando de um lado a sociedade do estado brasileiro, e de outro lado representando a comunidade dos santos em Cristo Jesus.

Hoje, dia ___de_____de 2016 – dia escolhido pelos noivos ________ e _______, para ser oficializada a solenidade do enlace matrimonial entre ambos, pela graça de Jesus Cristo, Nosso Senhor e Salvador.

ORAÇÃO:
2.         Senhor Nosso Deus, Santo e Poderoso, cheio de graça e de misericórdia; o que realizarmos aqui, será segundo os teus conselhos, orientações e preceitos.  Ajuda-nos para que tudo seja perfeito, duradouro e suficiente. Porque tu és aquele que é, que era, e que há de vir.
Por isso, Senhor, te suplicamos, sê presente com as tuas bênçãos, assim como estiveste presente naquele casamento em Caná da Galiléia.
Jesus! Que possamos desfrutar da tua divina companhia e assistência nesta cerimônia.
Pedimos que a tua ajuda, direção e bênçãos estejam continuadamente na vida da irmã ___________ e do irmão ___________. Porque eles estão aqui para pactuarem diante de Ti e destas testemunhas, o compromisso que fazem entre si.
Que no futuro, a lembrança desta cerimônia santa os fortaleça a cada dia. Que os filhos que eles tiverem, se o Senhor permitir, venham saudáveis e sejam bênçãos para a família e para honra do Teu Nome.
                        Deus Santo, que o Teu poder, amor e benignidade ajude este casal hoje e sempre. E que todos os que aqui estão, também sejam abençoados.          Assim, Senhor, concede a Tua graça neste casamento, em nome de Jesus! Amém.

3.      PODEM OCUPAR O ASSENTO.
Em nosso país, segundo o IBGE, 1,1 Milhão de casamentos são realizados por ano; sendo que 29,53% termina em divórcio. Isto representa o assombroso número de 324,9 Mil casamentos desfeitos a cada ano (dados de 2013).
Muitos desses casamentos começam bem, repletos de ternura, carinho, amor, companheirismo. Mas, quando surgem as dificuldades naturais da vida, porque elas vêm; pode ocorrer a falta de concordância ou opinião igual entre os cônjuges.
Então, logo ocorrem desavenças, atropelos e brigas... E se não houver serenidade, pelo menos de uma parte do casal, poderá culminar numa crise e depois num fim desastroso.
Queridos nubentes, vocês Não devem permitir que os impulsos da própria personalidade conduzam a vida. Porque as decisões e atitudes impensadas e repentinas acabam ferindo a outra parte. As palavras ásperas ferem, e ferem muito, causam aborrecimentos, tristezas e mágoas.
  
Isso acontece porque ultimamente as bases do casamento têm sido enfraquecidas, diminuídas e desprezadas ao extremo...
O segredo para um casamento feliz está em fundamentá-lo no amor de Deus. Assim o amor, a ternura e a compreensão entre vocês, mesmo nas dificuldades, terão um exercício eficaz e natural.
Por isso ___________ e __________, vcs devem buscar todos os dias agradar um ao outro. Uma palavra de carinho no final do dia ajuda... E muito!
Ele ao voltar do trabalho pode elogiar a sua esposa e dizer: Querida como vc esta linda! Vc vai ver o resultado...
Ela ao recebê-lo em casa pode dizer: Meu amor, como foi o seu dia? Sabe, eu pensei em você o dia inteiro. Êh benção!
Assim, vcs devem empregar o maior esforço para colocar os ensinamentos da palavra de Deus como base neste casamento.

4.       Onde buscar essa base: Lendo a Bíblia Sagrada
Mt 19.5,6a – (Gn 2.24) 5 Disse Jesus: Portanto, deixará o homem pai e mãe, e se unirá a sua mulher, e serão dois numa só carne? 6a Assim não são mais dois, mas uma só carne.
Hb 3.4  Venerado seja entre todos o matrimônio e o leito sem mácula.
Em outras palavras: O casamento é digno de honra entre todos.

5.     INSTRUÇÕES PARA A NOIVA: irmã____________.
I Pd 3.1 Semelhantemente, vós, mulheres, sede sujeitas aos vossos próprios maridos; para que também, se alguns não obedecem à palavra, pelo porte de suas mulheres sejam ganhos sem palavra.

Ef 5.22-2422. Vós, mulheres, sujeitai-vos a vossos maridos, como ao Senhor;
23. Porque o marido é a cabeça da mulher, como também Cristo é a cabeça da igreja, sendo ele próprio o salvador do corpo.
24. De sorte que, assim como a igreja está sujeita a Cristo, assim também as mulheres sejam em tudo sujeitas a seus maridos.

6.     INSTRUÇÕES PARA O NOIVO: irmão__________.

I Pe 3.7 Igualmente vós, maridos, coabitai com elas com entendimento, dando honra à mulher, como vaso mais fraco; como sendo vós os seus co-herdeiros da graça da vida; para que não sejam impedidas as vossas orações.

 Ef 5.25-33
 25. Vós, maridos, amai vossas mulheres, como também Cristo amou a igreja, e a si mesmo se
entregou por ela, 26. para a santificar, purificando-a com a lavagem da água, pela palavra, 27. para apresentar a si mesmo igreja gloriosa, sem mácula, nem ruga, nem coisa semelhante, mas santa e irrepreensível.
28. Assim devem os maridos amar as suas próprias mulheres, como a seus próprios corpos. Quem ama a sua mulher, ama-se a si mesmo.
29. Porque nunca ninguém odiou a sua própria carne; antes a alimenta e sustenta, como também o Senhor à igreja;
30. Porque somos membros do seu corpo, da sua carne, e dos seus ossos.
31. Por isso deixará o homem seu pai e sua mãe, e se unirá a sua mulher; e serão dois numa carne.
32. Grande é este mistério; digo-o, porém, a respeito de Cristo e da igreja.
33. Assim também vós, cada um em particular, ame a sua própria mulher como a si mesmo, e a mulher reverencie o marido.
  • O quê a sociedade/governo espera desse casamento? Que vcs sejam um casal de boa moral, que não crie problemas p/autoridades, cumpridor dos seus deveres e bons contribuintes aos cofres públicos com os impostos e taxas oficiais.
  • O quê a igreja espera desse casamento? Que vcs sejam um casal saudável, próspero e abençoado; que sejam constante nas reuniões evangélicas e que estejam dispostos a auxiliar nos trabalhos da igreja. Um casal que trabalha... Não que dá trabalho! Que se Deus permitir que tenham filhos, que vcs possam criá-los no temor do Senhor.
  • O quê Deus espera desse casamento? Que vcs sejam um casal dedicado às coisas divinas; Que o reino de Deus esteja em primeiro lugar em suas vidas; Que sejam exemplo para outros e que, acima de tudo, vcs sejam felizes! Essa é a vontade de Deus! E a nossa também. Que o Senhor Jesus os ajude e abençoe poderosamente!

7. CANTICO DE LOUVOR

8.  VOTOS MATRIMONIAIS

Dirigindo-se ao noivo, o Pastor oficiante perguntará:
Fulano de tal – Você recebe esta mulher como sua legítima esposa, para viver com ela no santo estado do matrimônio, segundo o que foi ordenado por Deus? Você promete amá-la, honrá-la, cuidar dela na saúde ou na enfermidade, e rejeitar qualquer tipo de aventura pecaminosa e reprovável, ser fiel a ela enquanto os dois viverem?"
O noivo responderá: "Sim, prometo."

Dirigindo-se à noiva, o Pastor oficiante perguntará:
Fulana de Tal – Você recebe este homem como seu legítimo esposo, para viver com ele no santo estado do matrimônio, segundo o que foi ordenado por Deus? Promete amá-lo, honrá-lo, obedecê-lo e cuidar dele na saúde ou na enfermidade, e rejeitar qualquer tipo de aventura pecaminosa, ser fiel a ele enquanto os dois viverem?
A noiva responderá: "Sim, prometo."

Dirigindo-se aos dois, o Pastor oficiante dirá:
"Segurem um na mão do outro e repitam cada um comigo:

O noivo repetirá as palavras que o Pastor oficiante dirá:
Eu, __________ – recebo você, _________, como minha legítima esposa, para que nós dois sejamos um só, deste dia em diante, para os bons dias e para os dias maus, em riqueza ou em pobreza; em prosperidade ou em adversidade, para cuidar de você e lhe amar, até que a morte nos separe.

A noiva repetirá as palavras que o Pastor oficiante dirá: Eu, ________ – recebo você, __________, como meu legítimo esposo, para que nós dois sejamos um só, deste dia em diante, para os bons dias e para os dias maus, em riqueza ou em pobreza, em prosperidade ou em adversidade, para cuidar de você e lhe amar, até que a morte nos separe.

9. ENTREGA DA ALIANÇA: Dirigindo-se aos dois, o Pastor oficiante perguntará: O quê vocês entregam um ao outro como sinal destes votos?

O noivo dará a aliança ao Pastor, que dirá:
Gn 9.12 - A Bíblia diz que quando Deus fez um pacto com Noé, colocou no céu um arco-íris como sinal do pacto, e disse: E eu o verei para me lembrar da aliança eterna.
"Da mesma forma, é bom termos um sinal que nos lembre a realização deste solene ato nupcial. Vocês escolheram estas alianças como sinal de seu matrimônio.

A aliança é feita de metal precioso, que representa os vínculos que unem esposos e esposas. É uma circunferência sem fim, simbolizando a união perpétua entre vocês.

Dirigindo-se ao noivo, o Pastor oficiante dirá: _______...
Tome esta aliança, coloque-a no dedo anular de sua noiva e repita comigo:
Esta aliança é o sinal que neste dia eu me casei com você, e lhe faço dona também de todo o meu ser. Por este ato declaro diante de Deus e das testemunhas que, a recebo como minha esposa e lhe serei esposo trabalhador, honesto e fiel.

Dirigindo-se à noiva, o Pastor oficiante dirá: ________.
Tome esta aliança, coloque-a no dedo anular de seu noivo e repita comigo: Esta aliança é o sinal que neste dia eu me casei com você, e lhe faço dono também de todo o meu ser. Por este ato declaro diante de Deus e das testemunhas que o recebo como meu esposo, e que lhe serei ajudadora, honesta e fiel esposa.

O Pastor oficiante dirigindo-se aos noivos dirá:
Com esta união, vocês iniciam uma vida nova com maiores responsabilidades. “Eu lhes exorto a serem fiéis aos votos que vocês fizeram”. Vocês encontrarão a verdadeira felicidade se cumprirem com as obrigações que acabam de assumir.


10. DECLARAÇÃO DO PASTOR OFICIANTE

O Pastor oficiante pedirá que os noivos se AJOELHEM e dirá: “Visto que vocês já declararam sinceramente o desejo de unirem-se em matrimônio e, diante de Deus e da igreja de Cristo aqui representada confirmaram dando e recebendo as alianças”...
Eu os declaro marido e mulher em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo. Aqueles aos quais Deus uniu, que ninguém os separe. (Mateus 19.6b).

O Pastor dirá ao noivo: __________ proteja esta mulher que agora se submete ao seu cuidado, e se esforce por viver no amor de Deus, de tal maneira que, nenhuma ação ou palavra sua lance amargura sobre seu rosto, nem encham os seus olhos de lágrimas.
O Pastor dirá à noiva: __________se esforce para conservar com suas virtudes o coração que você conquistou com sua graça.

O Pastor dirá à noiva e ao noivo__________ e _________: Não admitam que na voz de vocês, desapareçam os tons de carinho, nem deixem que seja tirado o brilho dos olhos que resplandeceram até aqui. E, acima de tudo, permitam que Deus sempre ocupe o trono deste novo lar.

11. BÊNÇÃO PASTORAL
"O Senhor os abençoe e os guarde. O Senhor faça resplandecer o seu rosto sobre vocês e tenha misericórdia de vocês. O Senhor sobre vocês levante o seu rosto e lhes dê a paz."
O Pastor pedirá que o casal que se ponha em pé e os cumprimentará.

12. ASSINATURA NO LIVRO DE REGISTRO DE CASAMENTOS DA IGREJA.

CUMPRIMENTO AOS NOIVOS – PELOS PADRINHOS

FINAL: SAÍDA DOS NOIVOS
SAÍDA DOS NOIVINHOS E FLORISTA
Saída dos padrinhos

                                                                                                   Pastor Renato Moura


quinta-feira, 28 de julho de 2016

SE VOCÊ SABE O QUE DIZER E TEM VONTADE, DIGA... PORÉM, PENSE ANTES: QUANDO, COMO E POR QUÊ. Pastor Renato Moura.


FALAR O QUE DÁ NA TELHA
Muita gente hoje em dia costuma falar o que dá na telha. Mas, o que significa este “dá na telha”? significa falar abruptamente, isto é, sem pensar, sem antes medir ou ponderar tudo aquilo que vem à cabeça. Você já fez isso?
Bem, eu já. E saiu assim meio de repente que enquanto eu falava a minha consciência já me censurava, e quase pude ouvir o meu interior reclamando: “Pare!” você já falou demais! já aconteceu isso com você?
O problema mais sério é quando tal procedimento se torna costumeiro. Vai falando e tendo problemas ou causando problemas, mas continua do mesmo jeito, sem se preocupar em fazer o devido policiamento ou juízo. Quando a pessoa age assim de maneira contumaz ocorre, então, o verdadeiro “falar o que dá na telha”.

PROFESSORES QUE NÃO PREPARAM A AULA
Não faz muito tempo eu li uma matéria que apontava uma aluna de curso superior que reclamava a ausência de plano de aula por parte dos seus mestres. O que acontecia, dizia ela, é que os professores falavam o que “dava na telha”. Dessa maneira, a classe era prejudicada, pois não alcançava o índice de conhecimento necessário para seguir adiante. Somente uma professora seguia o cronograma acadêmico e ainda trazia materiais pertinentes à sala de aula... Só aquela mestra exercia o magistério de forma exclusiva, enquanto os demais disseram que não tinham tempo, pois cumpriam outras atividades.
Já, outro aluno declarou que estava satisfeito, mas na sua disciplina os professores também tinham compromisso com responsabilidades em órgãos públicos, daí a exiguidade de tempo. “Eles nem pedem trabalho extraclasse”, enfatizou.

PASTORES QUE NÃO PREPARAM O SERMÃO
Infelizmente este mal não é típico daquela pessoa que coloquialmente
fala sem pensar. Nem daqueles profissionais que, por falta de tempo ou excesso de conhecimento, ou os dois, acreditam que darão conta da incumbência sem o devido preparo.
Este problema também pode ser verificado nos púlpitos de algumas igrejas. Pastores que “não têm tempo” para preparar a mensagem alegam para si próprios e até para a igreja, que falarão sob orientação divina. Desta forma, com um sermão enfadonho por um lado, sem conteúdo por outro, estes arremedos de obreiros fiéis, falam de tudo um pouco e não chegam a lugar nenhum. A igreja recebe as pessoas sequiosas por uma palavra consistente de ânimo e esperança em Cristo Jesus, porém o que veem é um fogo estranho no altar.
Enquanto isso, Deus nos diz por meio do profeta Isaias da seguinte forma:

“A minha casa será chamada casa de oração para todos os povos"  (Isaías 56.7).

Na vã tentativa de amenizar a situação os obreiros que “não têm tempo” para preparar o sermão, alegam que são espirituais e que na hora certa Deus vai mandar a mensagem. Entretanto, a Bíblia nos mostra que Jesus ensinou que o Espírito Santo faria lembrar de tudo... Vejamos:

"Mas aquele Consolador, o Espírito Santo, que o Pai enviará em meu nome, esse vos ensinará todas as coisas, e vos fará “lembrar” de tudo quanto vos tenho dito" (João 14.26).

Neste versículo bíblico coloquei entre aspas a palavra lembrar objetivando realçar que, Jesus disse que o Espírito Santo ensinaria primeiro, e, em segundo lugar, faria lembrar! Ora, é preciso primeiro ter a humildade de aprender, para que seguidamente Ele faça lembrar.
Este conselho está conformidade com esta outra elocução de Cristo:

“Examinais as Escrituras, porque vós cuidais ter nelas a vida eterna, e são elas que de mim testificam” (João 5.39).

Tem gente que defende a ideia de que neste texto Jesus “não” estava ordenando que se examinasse a Bíblia porque ela testificava Dele. Dizem isso por causa do tempo verbal. O “examinais” está na 2ª pessoa do plural, no tempo presente. Se Jesus estive ordenando o verbo deveria estar na 2ª pessoa do plural, só que no tempo imperativo, e ficaria assim: “Examinai” as escrituras, porque vós...
Neste caso percebemos que eles estão certos! Jesus não ordenou, Ele afirmou! Mas, em contrapartida vemos que o Mestre não os reprovou por eles examinarem as escrituras. Ele os censurou pelos motivos que aparecem nas três assertivas dos três versos imediatamente seguintes:

“E não quereis vir a mim para terdes vida. Eu não recebo glória dos homens; mas bem vos conheço, que não tendes em vós o amor de Deus (João 5.40-42).

Além de Jesus não reprová-los por eles examinarem as Escrituras (porque os judeus acreditavam ter nelas o ensino sobre a vida eterna, e sabiam que havia naquele conteúdo o testemunho a respeito Dele). Vários argumentos sobre o testemunho da supremacia de Cristo foram colocados anteriormente neste capítulo, porém Ele próprio filtra e indica apenas este:

“E o Pai, que me enviou, ele mesmo testificou de mim” (João 5.37).

Assim temos a síntese de que, se Jesus não reprovou o examinar as Escrituras por parte dos judeus (nos quais somos coerdeiros das promessas), e aprovou o testemunho da parte do Pai a Seu respeito, também podemos por associação receber o entendimento de que o “Examinar” as Escrituras é uma ação legal, correta e aprovada.

O que nos resta é entender que examinar não é apenas ler. Examinar é um estudo, é pôr um sentido mais apurado, é procurar para descobrir algo mais intrínseco que porventura Deus esteja querendo nos dizer neste tempo presente.
Façamos como fizeram os crentes bereanos, eles conferiam nas Escrituras Sagradas para ver se Paulo e Silas proferiam a realidade escrituristica.

...Porque de bom grado receberam a palavra, examinando cada dia nas Escrituras se estas coisas eram assim (Atos 17.11b).

CONCLUSÃO
Jamais poderemos falar o que “dá na telha”, em nenhuma hipótese! Seja em um diálogo corriqueiro com familiares ou colegas. Seja em um ambiente mais sério como uma entidade educacional, e muito menos ainda, quando falamos em nome de Nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo.
A responsabilidade daqueles que são mensageiros das boas novas é bem maior do que a de um médico que, em um caso hipotético, teria em suas mãos um antídoto para neutralizar em uma vítima, a peçonha mortal de uma serpente. E que ao invés de fazê-lo imediatamente, abre morosamente varias gavetas procurando uma seringa hipodérmica.
Nós temos o antídoto para curar o mal do ser humano contaminado pelo pecado (Pecado no grego é Hamartia que significa errar o alvo).  Este medicamento é o sangue de Jesus que, segundo as Escrituras nos purifica de todo o pecado.
Ele, o Mestre dos mestres tem uma mensagem para o seu e para o meu coração (I João 1.7).
 
E Jesus, vendo a multidão, subiu a um monte, e, assentando-se, aproximaram-se dele os seus discípulos.  E, abrindo a sua boca, os ensinava, dizendo: “Bem-aventurados os que têm fome e sede de justiça, porque eles serão fartos; Bem-aventurados os misericordiosos, porque eles alcançarão misericórdia; Bem-aventurados os limpos de coração, porque eles verão a Deus” (Mateus 5.1,2,6-8).

Que Deus nos abençoe!
                  Pastor Renato Moura